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Advogado especialista em Direito Previdenciário e INSS em Londrina

O advogado previdenciário orienta quem precisa de um benefício do INSS, como aposentadoria, auxílio por incapacidade, BPC/LOAS ou pensão por morte, e quem quer revisar o valor recebido. Em Londrina, o Hulbert & Pozzobom atua no pedido ao INSS, no recurso administrativo e na ação na Justiça Federal. As dúvidas mais frequentes surgem antes do pedido, depois de uma negativa do INSS ou diante de erro no valor do benefício.

Em resumo

  • O benefício é pedido pelo Meu INSS ou pela Central 135, em regra antes da ação judicial (STF, Tema 350).
  • Da decisão do INSS cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social em 30 dias (Decreto 3.048/1999, art. 305, § 1º).
  • A revisão do ato de concessão deve ser pedida em até 10 anos (Lei 8.213/1991, art. 103).
  • Em Londrina, as ações previdenciárias tramitam na 2ª, na 6ª e na 8ª Varas Federais, inclusive no Juizado Especial Federal, salvo as de acidente do trabalho, que são da Justiça Estadual.
  • Responsáveis: Dra. Geni Romero Jandre Pozzobom e Dr. Herik Hulbert de Almeida, com atendimento 24 horas, presencial e on-line.

Hulbert & Pozzobom

Como o Hulbert & Pozzobom atua no Direito Previdenciário?

O trabalho começa pelo Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), o extrato de vínculos e contribuições que o INSS usa no cálculo do benefício (Lei 8.213/1991, art. 29-A), somado à carteira de trabalho, ao Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e aos laudos médicos. Com essa base, o escritório identifica a regra aplicável, os períodos a corrigir e o caminho adequado: pedido, recurso ou ação.

Advogados do Hulbert & Pozzobom Advogados Associados

No INSS: pedido, exigências e recurso

O requerimento é feito pelos canais eletrônicos do INSS (Decreto 3.048/1999, art. 176-A), e a documentação incompleta não autoriza a recusa do pedido (Lei 8.213/1991, art. 105). O regulamento dispõe:

“Caberá ao INSS conceder o benefício mais vantajoso ao requerente ou benefício diverso do requerido, desde que os elementos constantes do processo administrativo assegurem o reconhecimento desse direito.” (Decreto 3.048/1999, art. 176-E)

Da negativa cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Veja Como recorrer em caso de indeferimento de benefício pelo INSS.

Na Justiça: quando a ação é o caminho

Em regra, a ação pressupõe o pedido administrativo (STF, Tema 350), e ajuizá-la com o mesmo objeto do processo administrativo importa renúncia ao recurso (Decreto 3.048/1999, art. 307). As causas contra o INSS são da Justiça Federal (Constituição, art. 109, I); as de acidente do trabalho, da Justiça Estadual (STJ, Súmula 15), e os efeitos do acidente no contrato de trabalho estão na página de Direito do Trabalho.

Quais situações previdenciárias o escritório atende?

Os serviços abaixo valem para segurados, aposentados, pensionistas e dependentes, no INSS e na Justiça.

Aposentadoria do INSS

Aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição nas regras da Emenda Constitucional 103/2019, com cálculo do valor, averbação de tempo rural, urbano ou especial e contagem recíproca com regimes próprios (Lei 8.213/1991, art. 94). Veja Requisitos para aposentadoria por idade e por tempo de contribuição depois da Reforma da Previdência.

Aposentadoria especial

Reconhecimento e conversão do tempo de trabalho exposto a agentes nocivos, com base no PPP, que a empresa entrega ao trabalhador na rescisão, e no LTCAT, o laudo técnico das condições ambientais do trabalho (Lei 8.213/1991, art. 58, §§ 1º e 4º); a conversão em tempo comum vale para o tempo cumprido até 13/11/2019 (EC 103/2019, art. 25, § 2º). Veja Como funciona a aposentadoria especial para atividades insalubres?

Auxílio por incapacidade e aposentadoria por invalidez

Pedido, perícia, recurso, ação e restabelecimento do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), devido quando a incapacidade dura mais de 15 dias consecutivos (Lei 8.213/1991, art. 59), a partir do 16º dia de afastamento para o empregado e desde o início da incapacidade para os demais segurados (art. 60), da aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez), com acréscimo de 25% para quem precisa da assistência permanente de outra pessoa (art. 45), e do auxílio-acidente (art. 86).

BPC/LOAS

Benefício assistencial de um salário mínimo para a pessoa idosa com 65 anos ou mais e para a pessoa com deficiência, ambas com renda familiar por pessoa igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo e inscrição no CadÚnico; a pessoa com deficiência passa ainda por avaliação médica e social (Lei 8.742/1993, art. 20, §§ 3º, 6º e 12). Veja BPC/LOAS: quem tem direito e como pedir ao INSS.

Pensão por morte

Orientação a cônjuges, companheiros, filhos e pais sobre a qualidade de segurado do falecido, a prova da união estável, a duração, a acumulação e o cálculo, que após a EC 103/2019 é uma cota familiar de 50% mais 10 pontos percentuais por dependente, até 100% (art. 23), ou de 100% até o teto do RGPS quando houver dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave (art. 23, § 2º). Veja Pensão por morte: quais são os direitos dos dependentes do segurado do INSS.

Revisão de benefício do INSS

Conferência da carta de concessão e da memória de cálculo com o CNIS, em busca de erros de cálculo, salários ou períodos não computados e tempo especial ou rural não reconhecido, no prazo de 10 anos (Lei 8.213/1991, art. 103).

Planejamento previdenciário

Leitura do CNIS e simulação das regras para escolher a data e o benefício, com a correção de vínculos e salários, que o segurado pode pedir ao INSS a qualquer momento (Lei 8.213/1991, art. 29-A, § 2º), e análise de contribuições em atraso.

Isenção de Imposto de Renda por doença grave

Os proventos de aposentadoria e de pensão de quem tem doença prevista em lei, como neoplasia maligna, cardiopatia grave e doença de Parkinson, são isentos do imposto de renda, com base em conclusão da medicina especializada (Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV e XXI).

Quais são as regras de aposentadoria depois da Reforma da Previdência?

A Emenda Constitucional 103/2019 vigora desde 13/11/2019. Quem já era filiado ao INSS nessa data pode usar as regras de transição, e quem já cumpria os requisitos antes dela pode se aposentar pelas regras anteriores a qualquer tempo (art. 3º).

RegraPara quemRequisitosBase
PermanenteFiliados após 13/11/2019Mulher: 62 anos e 15 de contribuição; homem: 65 anos e 20 de contribuiçãoEC 103/2019, art. 19
PontosFiliados até 13/11/201930 anos de contribuição (mulher) ou 35 (homem); idade mais tempo de 86 ou 96 pontos em 2019, mais 1 ponto por ano, até 100 ou 105Art. 15
Idade mínima progressivaFiliados até 13/11/2019Mesmo tempo de contribuição; idade de 56 ou 61 anos em 2019, mais 6 meses por ano, até 62 ou 65Art. 16
Pedágio de 50%Quem tinha, em 13/11/2019, mais de 28 anos de contribuição (mulher) ou 33 (homem)30 ou 35 anos de contribuição, mais 50% do tempo que faltava; com fator previdenciárioArt. 17
Pedágio de 100%Filiados até 13/11/201957 anos (mulher) ou 60 (homem); 30 ou 35 anos de contribuição, mais 100% do tempo que faltavaArt. 20
Idade (transição)Filiados até 13/11/201915 anos de contribuição; 65 anos (homem); para a mulher, 60 anos em 2019, mais 6 meses por ano, até 62Art. 18
Especial (transição)Filiados até 13/11/2019 expostos a agentes nocivos66, 76 ou 86 pontos, com 15, 20 ou 25 anos de efetiva exposiçãoArt. 21
RuralTrabalhador rural e regime de economia familiar60 anos (homem) ou 55 (mulher) e atividade rural no período anterior ao pedido, por tempo igual à carênciaConstituição, art. 201, § 7º, II; Lei 8.213/1991, art. 48, §§ 1º e 2º

Quais prazos e documentos merecem atenção?

Alguns prazos mudam a data de início do pagamento ou o direito de discutir a decisão.

SituaçãoPrazoBase legal
Recurso ao CRPS contra decisão do INSS30 dias, contados da ciência da decisãoDecreto 3.048/1999, art. 305, § 1º, II
Pensão por morte paga desde o óbitoPedido em até 90 dias do óbito, ou em até 180 dias para filhos menores de 16 anosLei 8.213/1991, art. 74, I
Auxílio por incapacidade temporária de quem está afastado há mais de 30 diasDevido a partir da data do pedidoLei 8.213/1991, art. 60, § 1º
Revisão do ato de concessão10 anos, contados do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestaçãoLei 8.213/1991, art. 103, I
Parcelas atrasadas e diferençasPrescrevem em 5 anos, salvo para menores, incapazes e ausentesLei 8.213/1991, art. 103, parágrafo único
Conclusão do pedido pelo INSS, depois de encerrada a instrução30 dias (salário-maternidade), 45 dias (benefícios por incapacidade), 60 dias (pensão por morte e auxílio-acidente) e 90 dias (aposentadorias e BPC)Acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152/SC

Os documentos que mais pesam na análise:

  • todo pedido: identificação com foto, CPF, carteira de trabalho e CNIS;
  • aposentadoria especial: PPP e LTCAT (Lei 8.213/1991, art. 58);
  • incapacidade: atestados, laudos e exames médicos (art. 60, § 14);
  • pensão em união estável: início de prova material dos 24 meses anteriores ao óbito (art. 16, § 5º);
  • BPC/LOAS: CPF e CadÚnico (Lei 8.742/1993, art. 20, § 12);
  • recurso ou revisão: comunicação da decisão, carta de concessão e memória de cálculo.

Quem são os advogados responsáveis pela área previdenciária?

Onde fica o escritório e como é o atendimento em Londrina?

O Hulbert & Pozzobom fica na Avenida Paraná, 453, Edifício Sul Brasileiro, salas 1404 e 1405, 14º andar, no Centro de Londrina. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias, inclusive feriados; o presencial é feito com agendamento, e o on-line, por videochamada. O escritório atende Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia e outras cidades da região metropolitana.

Como pedir ao INSS e onde tramitam as ações em Londrina?

Os pedidos ao INSS são feitos pelo Meu INSS, no site ou no aplicativo, ou pela Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h; o pedido presencial nas Agências da Previdência Social é excepcional (Decreto 3.048/1999, art. 176-A, § 2º). As ações previdenciárias e assistenciais contra o INSS tramitam na 2ª, na 6ª e na 8ª Varas Federais de Londrina, na Avenida do Café, 543, Aeroporto, que também julgam as causas do Juizado Especial Federal, de até 60 salários mínimos, R$ 97.260,00 em 2026 (Lei 10.259/2001, art. 3º). As ações de benefício decorrente de acidente do trabalho são da Justiça Estadual (Constituição, art. 109, I; STJ, Súmula 15).

FAQ

Perguntas frequentes

A comunicação da decisão deve indicar os fatos e os fundamentos da negativa (Lei 9.784/1999, art. 50, I). Há dois caminhos: o recurso às Juntas de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social, pelo Meu INSS ou pela Central 135, em 30 dias da ciência da decisão (Decreto 3.048/1999, art. 305, § 1º, II), ou a ação na Justiça Federal, no Juizado Especial Federal até 60 salários mínimos (Lei 10.259/2001, art. 3º). Como a ação com o mesmo objeto importa renúncia ao recurso (Decreto 3.048/1999, art. 307), a escolha depende do motivo da negativa e das provas.

Não. O próprio segurado faz o pedido nos canais eletrônicos do INSS (Decreto 3.048/1999, art. 176-A), e, segundo o INSS, o recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social dispensa advogado. No Juizado Especial Federal, a parte pode designar representante para a causa, “advogado ou não” (Lei 10.259/2001, art. 10), mas o recurso contra a sentença exige advogado (Lei 9.099/1995, art. 41, § 2º, aplicada pelo art. 1º da Lei 10.259/2001). Nas demais ações, a parte é representada em juízo por advogado (Código de Processo Civil, art. 103).

Em regra, sim. No Tema 350 da repercussão geral, o STF fixou que “A concessão de benefícios previdenciários depende de requerimento do interessado”: a lesão a direito surge com o indeferimento ou com o prazo legal de análise vencido, sem necessidade de esgotar os recursos administrativos. A exigência cai quando o entendimento do INSS for notória e reiteradamente contrário ao pedido. “Na hipótese de pretensão de revisão, restabelecimento ou manutenção de benefício anteriormente concedido”, a ação pode ir direto à Justiça, salvo se depender de fato ainda não levado ao INSS.

O prazo decadencial para revisar o ato de concessão é de 10 anos, contado do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação (Lei 8.213/1991, art. 103, I). Em 2020, na ADI 6.096, o STF declarou inconstitucional o art. 24 da Lei 13.846/2019 na parte em que deu nova redação ao art. 103 da Lei 8.213/1991, alteração que “instituiu o prazo decadencial para revisão de ato de indeferimento, cancelamento ou cessação de benefício previdenciário” (notícia do STF de 14/10/2020). As diferenças prescrevem em 5 anos, salvo para menores, incapazes e ausentes (art. 103, parágrafo único).

Não. No Tema 1.102, em sessão virtual encerrada em 25/11/2025, o STF cancelou a tese anterior e fixou que “O segurado do INSS que se enquadre no dispositivo não pode optar pela regra definitiva prevista no art. 29, I e II, da Lei n. 8.213/1991, independentemente de lhe ser mais favorável”, porque a regra de transição do art. 3º da Lei 9.876/1999 é obrigatória. Valores recebidos por decisões judiciais proferidas até 05/04/2024 não precisam ser devolvidos. A decisão transitou em julgado em 15/05/2026.

O Benefício de Prestação Continuada garante um salário mínimo mensal, R$ 1.621,00 em 2026 (Decreto 12.797/2025), à pessoa com deficiência e à pessoa idosa com 65 anos ou mais que não tenham meios de se manter nem de ser mantidas pela família (Lei 8.742/1993, art. 20). O critério objetivo é a renda familiar por pessoa igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo, R$ 405,25 em 2026 (art. 20, § 3º), e são exigidas as inscrições no CPF e no CadÚnico (art. 20, § 12). É benefício assistencial: independe de contribuição (Constituição, art. 203).

A qualidade de segurado continua no chamado período de graça: até 12 meses após a última contribuição para quem deixa de exercer atividade remunerada, prazo que passa a 24 meses com mais de 120 contribuições sem perda da qualidade de segurado e ganha mais 12 meses para o desempregado que comprove a situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho (Lei 8.213/1991, art. 15, II, §§ 1º e 2º). Para o segurado facultativo, são 6 meses (art. 15, VI). Nesse período, o segurado “conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social” (art. 15, § 3º).

Contato

Hulbert & Pozzobom Advogados Associados, sociedade inscrita na OAB/PR sob o nº 10.759

Conteúdo informativo, que não substitui a análise de cada situação. Revisão jurídica: Dra. Geni Romero Jandre Pozzobom (OAB/PR 16.933) e Dr. Herik Hulbert de Almeida (OAB/PR 103.367). Atualizado em 25/10/2026.