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Advogado especialista em Direito Agrário e do Agronegócio em Londrina

Hulbert & Pozzobom

Como atuamos

Atuamos de forma estratégica na defesa dos interesses de produtores rurais, empresas do agronegócio, cooperativas, investidores e proprietários de imóveis rurais, oferecendo assessoria jurídica completa nas relações agrárias, fundiárias e ambientais. Nosso trabalho busca proporcionar segurança jurídica às atividades desenvolvidas no campo, prevenindo conflitos, protegendo o patrimônio e garantindo conformidade com a legislação aplicável.

Realizamos análise jurídica de contratos, propriedades rurais, operações agrícolas, licenciamentos ambientais e questões fundiárias, identificando riscos e propondo soluções eficientes. Também representamos nossos clientes em procedimentos administrativos e judiciais, sempre com uma atuação alinhada às particularidades do agronegócio e à realidade do setor.

Advogados do Hulbert & Pozzobom Advogados Associados

Situações que atendemos

Disponibilizamos uma equipe altamente capacitada e preparada para enfrentar os mais diversos desafios do Direito Agrário, do Agronegócio e do Direito Ambiental, sempre com compromisso, excelência e dedicação.

Contratos agrários

Elaboração, revisão e negociação de contratos de arrendamento rural, parceria agrícola, comodato, integração, compra e venda de produção e demais contratos ligados à atividade rural.

Regularização de imóveis rurais

Assessoria na regularização documental, fundiária e registral de propriedades rurais.

Questões ambientais

Orientação sobre licenciamento ambiental, Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente (APP), Cadastro Ambiental Rural (CAR) e demais obrigações ambientais.

Autuações e multas ambientais

Defesa administrativa e judicial em processos decorrentes de autos de infração, embargos, multas e demais sanções ambientais.

Licenciamento ambiental

Assessoria para obtenção, renovação e regularização de licenças ambientais necessárias ao desenvolvimento das atividades rurais.

Cadastro Ambiental Rural (CAR)

Orientação para inscrição, retificação e regularização do cadastro ambiental da propriedade.

Regularização fundiária

Atuação em processos destinados à regularização da posse e da propriedade rural, incluindo georreferenciamento e procedimentos registrais.

Programa de Regularização Ambiental (PRA)

Assessoria para adesão e cumprimento das obrigações relacionadas à recuperação ambiental.

Conflitos possessórios rurais

Atuação em ações de reintegração de posse, manutenção de posse, interdito proibitório e demais disputas envolvendo imóveis rurais.

Usucapião rural

Regularização da propriedade por meio do reconhecimento da posse prolongada, nas vias judicial e extrajudicial.

Compra e venda de imóveis rurais

Análise documental, elaboração de contratos e acompanhamento de negociações imobiliárias rurais.

Sucessão e planejamento patrimonial rural

Estruturação da sucessão familiar, organização patrimonial e planejamento para continuidade da atividade rural.

Responsabilidade ambiental

Defesa em demandas envolvendo danos ambientais, recuperação de áreas degradadas e cumprimento de obrigações legais.

Cobranças e recuperação de crédito rural

Atuação na cobrança de créditos decorrentes da atividade agropecuária e defesa em demandas relacionadas a financiamentos rurais.

Consultoria jurídica para o agronegócio

Assessoria contínua para produtores, cooperativas e empresas, oferecendo suporte jurídico nas decisões estratégicas do negócio.

Por que contratar um advogado especializado

O agronegócio envolve patrimônio de alto valor, contratos específicos, normas ambientais rigorosas e uma legislação complexa que exige conhecimento técnico e experiência prática. A atuação preventiva reduz riscos, evita prejuízos e proporciona maior segurança para o desenvolvimento da atividade rural.

Um advogado especializado compreende as particularidades do setor, acompanha as constantes mudanças legislativas e oferece soluções jurídicas compatíveis com a realidade do produtor rural e das empresas do agronegócio.

Conhecimento da realidade do campo

Atuação jurídica alinhada às necessidades de produtores rurais, empresas, cooperativas e investidores do agronegócio.

Segurança nos contratos rurais

Elaboração e revisão de contratos que protegem os interesses das partes e reduzem riscos nas relações comerciais.

Regularização fundiária

Soluções para pendências documentais, registrais e possessórias que asseguram a plena utilização e valorização da propriedade rural.

Conformidade ambiental

Orientação para cumprimento da legislação ambiental, reduzindo riscos de multas, embargos e demais sanções administrativas.

Defesa administrativa e judicial

Representação em processos envolvendo conflitos possessórios, questões ambientais, contratos agrários e demais demandas relacionadas à atividade rural.

Proteção patrimonial

Estratégias voltadas à preservação do patrimônio rural, ao planejamento sucessório e à continuidade da atividade produtiva.

Prevenção de conflitos

Assessoria jurídica preventiva para identificar riscos, estruturar operações e evitar litígios que possam comprometer a produção ou o patrimônio.

Atendimento personalizado

Cada propriedade e cada empreendimento rural possuem características próprias. Por isso, desenvolvemos soluções jurídicas sob medida, considerando a atividade desenvolvida, os objetivos do cliente e as particularidades do agronegócio, sempre com foco em segurança jurídica, eficiência e sustentabilidade.

Conheça o profissional responsável

A área ambiental e agrária é conduzida pela Dra. Raquel Jandre Pozzobom, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, com atuação voltada à segurança jurídica de produtores e empresas do setor.

Reúne o conhecimento técnico do Direito Agrário à compreensão prática da realidade do campo, orientando decisões que envolvem patrimônio, produção e conformidade ambiental. O atendimento direto assegura proximidade e segurança nas questões ligadas à terra e à atividade rural.

Raquel Jandre Pozzobom
OAB/PR 108.847

Raquel Jandre Pozzobom

Especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, Direito Civil e Empresarial, e Direito Processual Civil, a Dra. Raquel Jandre Pozzobom atua no contencioso judicial e extrajudicial. Possui ampla experiência na defesa de interesses de consumidores e empresas, com sólida atuação na elaboração e revisão de contratos, além de profundo conhecimento nas relações cíveis e comerciais.

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FAQ

Perguntas frequentes

São os dois principais contratos agrários. No arrendamento, o proprietário cede o uso do imóvel rural mediante pagamento certo, e o arrendatário assume os riscos da atividade. Na parceria, proprietário e parceiro dividem resultados e riscos da produção, conforme percentuais definidos e limites previstos na legislação agrária.

A distinção tem efeitos práticos relevantes. Contratos rotulados como parceria, mas que na prática asseguram remuneração fixa e independente do resultado, podem ser reclassificados como arrendamento, com aplicação de regras protetivas próprias, entre elas prazos mínimos, limites de preço e direito de preferência na aquisição do imóvel.

A formalização por escrito, com descrição precisa da área, prazo, forma de pagamento, responsabilidade por benfeitorias, conservação do solo e obrigações ambientais, é o que previne a maior parte dos conflitos. Também merece atenção a possibilidade de registro do contrato na matrícula do imóvel, providência que reforça a oponibilidade perante terceiros. A definição correta da natureza do contrato influencia ainda o tratamento tributário da operação e a forma de comprovação da atividade rural para fins previdenciários e de crédito.

Sim. O auto de infração inaugura processo administrativo que assegura contraditório e ampla defesa, com prazo para apresentação de defesa a contar da ciência e, posteriormente, para recurso à instância superior do órgão ambiental.

A defesa examina tanto aspectos formais quanto materiais. No plano formal, verificam-se a competência do agente autuante, a descrição adequada da conduta, a correta capitulação legal, a observância do procedimento e a ocorrência de prescrição. No plano material, discutem-se a efetiva ocorrência do fato, a extensão do dano, a proporcionalidade da penalidade e a existência de licenças, autorizações ou regularização anterior.

A legislação também prevê a conversão da multa em serviços de preservação, melhoria e recuperação ambiental, alternativa que pode ser mais vantajosa que o pagamento. Em determinadas situações, admite-se ainda a celebração de termo de compromisso de ajustamento de conduta. A ausência de defesa no prazo tende a consolidar a autuação e a acelerar a inscrição em dívida ativa.

A regularização rural envolve camadas distintas e frequentemente desalinhadas entre si. A primeira é a registral: matrícula atualizada, cadeia dominial íntegra e descrição do imóvel compatível com a área efetivamente ocupada. A segunda é a cadastral, com o cadastro junto ao INCRA e a inscrição no cadastro fiscal correspondente.

A terceira camada é a ambiental, que inclui o Cadastro Ambiental Rural e a regularidade quanto à reserva legal e às áreas de preservação permanente. A quarta é a georreferenciada: imóveis rurais precisam ter o memorial descritivo georreferenciado certificado, exigência aplicável a transferências e desmembramentos conforme os prazos e as áreas definidos na regulamentação.

Divergências entre essas bases são comuns em propriedades antigas, adquiridas por contrato particular, herdadas sem inventário ou originadas de partilhas informais entre familiares. O diagnóstico costuma começar pela matrícula e pelas certidões, e o caminho de solução varia entre retificação administrativa, usucapião, inventário e adjudicação, conforme a origem da irregularidade.

São institutos distintos previstos na legislação florestal. A reserva legal é o percentual da propriedade rural que deve manter cobertura de vegetação nativa, com percentual variável conforme o bioma e a região do país. Sua função é assegurar o uso econômico sustentável e a conservação dos recursos naturais.

A área de preservação permanente, conhecida como APP, é definida pela função ambiental do espaço, independentemente do percentual da propriedade. Abrange margens de cursos d'água, nascentes, encostas com declividade acentuada, topos de morro e restingas, entre outras hipóteses, com metragens fixadas em lei.

As obrigações também diferem. A reserva legal admite regimes específicos de compensação, recomposição e regularização, além de possibilidade de exploração sustentável mediante autorização. A APP tem restrição mais rigorosa, com intervenção admitida apenas em hipóteses de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto. Passivos identificados podem ser tratados por meio dos programas de regularização ambiental previstos na legislação. O descumprimento dessas obrigações pode gerar autuação administrativa, restrição ao crédito rural e responsabilização civil pela recuperação da área degradada, ainda que o dano tenha origem anterior à aquisição do imóvel.

O Cadastro Ambiental Rural, o CAR, é o registro público eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais. Reúne informações sobre a delimitação da propriedade, das áreas de preservação permanente, da reserva legal, das áreas de uso consolidado e dos remanescentes de vegetação nativa, formando a base de dados de controle e planejamento ambiental.

Sua função vai além do registro. A inscrição regular é condição para adesão a programas de regularização ambiental, para obtenção de crédito rural nas instituições financeiras e para diversas autorizações e licenciamentos. Também é frequentemente exigida em operações de compra e venda e em contratos de arrendamento.

Problemas comuns incluem sobreposição de perímetros com imóveis vizinhos ou com áreas protegidas, divergência entre o CAR e a matrícula do imóvel, cadastro elaborado com dados imprecisos e ausência de retificação após desmembramentos ou transferências. Essas inconsistências costumam surgir justamente no momento de vender, financiar ou inventariar a propriedade, quando a correção passa a ser urgente.

A sucessão rural combina desafios patrimoniais e operacionais. Diferentemente de um imóvel urbano, a propriedade rural costuma ser também uma unidade produtiva, e sua divisão entre herdeiros pode inviabilizar a atividade, seja pelo fracionamento da área, seja pela ausência de consenso quanto à administração.

Entre os instrumentos utilizados estão o testamento, a doação com reserva de usufruto, que preserva a renda e o controle do titular em vida, e a constituição de sociedade rural ou holding familiar, na qual a terra e os ativos são integralizados e os herdeiros passam a deter participação societária, com regras definidas em acordo de sócios.

Há limites a observar: a legítima dos herdeiros necessários deve ser preservada, e a legislação agrária estabelece a fração mínima de parcelamento, que impede o desmembramento abaixo de determinada área. A análise considera ainda arrendamentos vigentes, financiamentos rurais, o CAR e a regularidade registral do imóvel, tema tratado também na página de Direito Sucessório.

O georreferenciamento de imóveis rurais descreve o perímetro por coordenadas, em memorial de profissional habilitado, e o INCRA certifica que não há sobreposição (Lei 6.015/1973, art. 176, §§ 3º e 5º). A lei o exige no desmembramento, parcelamento e remembramento e, nos prazos fixados pelo Poder Executivo, em qualquer transferência (art. 176, § 4º). O Decreto 12.689/2025 trocou os prazos escalonados por área por uma data única, 21/10/2029 (Decreto 4.449/2002, art. 10), mas a aplicação dessa data a imóveis com prazos já vencidos gerou controvérsia, inclusive judicial; convém confirmar a exigência no registro de imóveis. Quem tem área total de até quatro módulos fiscais é isento dos valores cobrados pelo INCRA pela certificação, mas a medição continua por conta do proprietário (art. 176, § 3º; Decreto 4.449/2002, art. 8º).

Área rural consolidada é a parte do imóvel com ocupação humana anterior a 22/07/2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris (Lei 12.651/2012, art. 3º, IV). Em APP, essas atividades podem continuar, com recomposição de faixas mínimas que variam conforme o tamanho do imóvel (art. 61-A). O déficit de reserva legal daquela data pode ser regularizado por recomposição, regeneração natural ou compensação (art. 66). O direito de aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) dependeu da inscrição no CAR até 31/12/2023 ou, nos imóveis de até quatro módulos fiscais ou da agricultura familiar, até 31/12/2025 (art. 29, § 4º). O termo de compromisso suspende as sanções por supressões irregulares anteriores a 22/07/2008 e, cumprido, converte as multas em serviços ambientais (art. 59, §§ 4º e 5º).

A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025), em vigor desde 04/02/2026, dispensa de licenciamento o cultivo de espécies agrícolas temporárias, semiperenes e perenes, a pecuária extensiva e semi-intensiva e a pecuária intensiva de pequeno porte, desde que o imóvel esteja regular ou em regularização: CAR homologado sem déficit de reserva legal ou APP, CAR pendente de homologação, hipótese restabelecida com a derrubada de veto, adesão ao PRA ou termo de compromisso (art. 9º, § 1º). A dispensa não afasta a fiscalização nem as autorizações para supressão de vegetação e uso de água (§§ 2º e 3º). As demais atividades seguem as listas do órgão licenciador, no Paraná, em regra, o Instituto Água e Terra (IAT). Veja como funciona o licenciamento ambiental para empresas.

Em regra, sim. A supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo, como abertura de lavoura ou pastagem, depende de inscrição do imóvel no CAR e de autorização prévia do órgão estadual (Lei 12.651/2012, art. 26). No Paraná, a Autorização Florestal é emitida pelo Instituto Água e Terra (IAT), com pedido pelo Sinaflor, inclusive para corte de árvores isoladas. No bioma Mata Atlântica, a supressão de vegetação primária e secundária em estágio médio ou avançado de regeneração só é admitida em hipóteses excepcionais, conforme o estágio, como utilidade pública, interesse social e certas necessidades de subsistência do pequeno produtor (Lei 11.428/2006, arts. 14, 20, 21 e 23). O corte sem autorização pode gerar multa, embargo e dever de recuperar a área.

Em regra, sim. Dependem de outorga a captação de água de rios, córregos e nascentes e a extração de água subterrânea, inclusive por poço tubular, para consumo ou uso produtivo, como irrigação e criação de animais (Lei 9.433/1997, art. 12, I e II). Dispensam outorga os usos considerados insignificantes e o atendimento de pequenos núcleos populacionais no meio rural, conforme regulamento (art. 12, § 1º). No Paraná, a outorga das águas de domínio estadual, que incluem as subterrâneas, é concedida pelo Instituto Água e Terra (IAT), que exige anuência prévia para a perfuração de poços tubulares e cadastro até dos usos dispensados. Rios de domínio da União dependem da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Perfurar ou operar poço sem autorização é infração (Lei 9.433/1997, art. 49, V).

A Lei 14.785/2023, que substituiu a Lei 7.802/1989, exige receita agronômica para a compra, salvo exceções regulamentares (art. 39). Embalagens rígidas de formulações miscíveis ou dispersíveis em água devem passar por tríplice lavagem ou equivalente, e as vazias, com tampas e resíduos, devem ser devolvidas ao estabelecimento vendedor, ou a posto ou central autorizados, em até um ano da compra ou do vencimento, salvo prazo maior autorizado (art. 41, §§ 2º e 4º). O usuário responde pelos danos à saúde e ao meio ambiente quando aplica o produto em desacordo com o receituário ou as recomendações técnicas (art. 50, II). Armazenar ou usar agrotóxico sem registro é crime punido com reclusão de 3 a 9 anos e multa (art. 56), e dar destinação irregular às embalagens é crime (art. 57).

Quanto ao dever de recuperar, sim. As obrigações do Código Florestal têm natureza real e se transmitem ao sucessor na transferência do domínio ou da posse do imóvel rural (Lei 12.651/2012, art. 2º, § 2º), e o déficit de reserva legal acompanha o imóvel (art. 66, § 1º). A Súmula 623 do Superior Tribunal de Justiça (DJe de 17/12/2018) afirma que as obrigações ambientais possuem natureza propter rem e podem ser cobradas do proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do credor. Como a responsabilidade civil ambiental independe de culpa (Lei 6.938/1981, art. 14, § 1º), o comprador pode ter de recompor APP e reserva legal desmatadas antes da compra. Por isso, a análise do CAR, de autos de infração e de embargos deve preceder o negócio.

O embargo é sanção administrativa que paralisa a obra ou atividade na área onde a infração foi caracterizada, sem atingir o restante da propriedade (Lei 9.605/1998, art. 72, VII; Decreto 6.514/2008, art. 15-A). Em desmatamento ou queimada irregulares, a área é georreferenciada e divulgada em lista oficial, com os dados do titular (Decreto 6.514/2008, arts. 16 e 18, § 1º). Descumprir o embargo gera multa de R$ 10.000,00 a R$ 10.000.000,00 e suspensão da venda do que for produzido na área (arts. 18, I, e 79), e comprar produto de área embargada é infração (art. 54). Embargos por desmatamento ilegal registrados no Ibama impedem, em regra, o crédito rural (Manual de Crédito Rural, MCR 2-9). O levantamento depende de decisão do órgão após a comprovação da regularização (art. 15-B).

Não de forma automática. Pelo Manual de Crédito Rural, a instituição financeira pode prorrogar a dívida aos mesmos encargos contratados quando o produtor comprova dificuldade temporária de pagamento por problemas de comercialização, frustração de safra por fatores adversos, ocorrências prejudiciais à exploração ou perdas climáticas acumuladas, e a instituição atesta a necessidade e a capacidade de pagamento (MCR 2-6-4). Desde 01/07/2026, a Resolução CMN 5.314/2026 diz expressamente que a prorrogação depende de solicitação do mutuário e de conveniência e decisão da instituição. A Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (DJ de 22/11/2004), anterior a essas mudanças, afirma que o alongamento da dívida rural é direito do devedor nos termos da lei; seu alcance diante das regras atuais depende do caso. Convém formalizar o pedido antes do vencimento.

Em regra, não. A Constituição impede a penhora da pequena propriedade rural trabalhada pela família para pagar débitos decorrentes de sua atividade produtiva (Constituição Federal, art. 5º, XXVI), e o Código de Processo Civil a inclui entre os bens impenhoráveis, desde que trabalhada pela família (CPC, art. 833, VIII). A lei agrária define pequena propriedade como o imóvel rural de até quatro módulos fiscais, respeitada a fração mínima de parcelamento (Lei 8.629/1993, art. 4º, II), parâmetro usado pelos tribunais, e o tamanho do módulo fiscal varia conforme o município. A proteção não vale na execução de dívida relativa ao próprio bem, como a contraída para adquiri-lo (CPC, art. 833, § 1º). Na execução, convém demonstrar a área e a exploração familiar com documentos como CCIR, CAR e notas de produtor.

Pelo regulamento, o pagamento pode ser feito em produtos, mas o preço deve ser fixado em dinheiro. Ele admite pagar em frutos pelo preço corrente no mercado local na época da liquidação, mas veda ajustar o preço em quantidade fixa de frutos ou produtos, como sacas, ou no seu equivalente em dinheiro (Decreto 59.566/1966, art. 18). A remuneração não pode superar 15% do valor cadastral do imóvel, ou 30% no arrendamento parcial de glebas de exploração intensiva de alta rentabilidade (Lei 4.504/1964, Estatuto da Terra, art. 95, XII). Na redação dada pela Lei 11.443/2007, o Estatuto menciona pagamento em dinheiro ou no equivalente em produtos (art. 95, XI, a), mas a cláusula em sacas ainda gera discussão judicial sobre validade e forma de cobrança, o que pede cuidado na redação do contrato.

O arrendatário tem preferência para renovar o contrato em igualdade de condições com terceiros, e o proprietário deve notificá-lo extrajudicialmente das propostas existentes até seis meses antes do vencimento. Sem essa notificação, o contrato se considera renovado automaticamente, salvo desistência ou nova proposta registrada em cartório de títulos e documentos nos 30 dias seguintes (Lei 4.504/1964, art. 95, IV). A preferência não prevalece se o proprietário, no mesmo prazo, notificar a intenção de retomar o imóvel para explorá-lo diretamente ou por meio de descendente (art. 95, V), e a retomada insincera gera dever de indenizar (Decreto 59.566/1966, art. 22, § 4º). O prazo sempre termina depois da colheita (art. 95, I). Essas regras se somam às principais cláusulas do contrato de arrendamento rural.

Nos conflitos possessórios no meio rural, cabe ação de reintegração de posse, e o possuidor só pode reagir por conta própria se agir logo e nos limites do indispensável (Código Civil, art. 1.210, § 1º). Se a ação for proposta em até ano e dia da invasão, cabe liminar sem ouvir os réus quando a petição estiver bem instruída (CPC, arts. 558 e 562). Em ocupações coletivas com mais de ano e dia, o juiz deve designar audiência de mediação antes de decidir a liminar (CPC, art. 565). Boletim de ocorrência, fotos, mapas e testemunhas ajudam a provar a posse e a data da invasão. Imóvel invadido em conflito coletivo não é vistoriado para reforma agrária por dois anos após a desocupação (Lei 8.629/1993, art. 2º, § 6º).

Pela Constituição, não. São insuscetíveis de desapropriação para reforma agrária a propriedade produtiva e, desde que o dono não possua outra, a pequena e a média propriedade rural, de até 15 módulos fiscais (Constituição Federal, art. 185; Lei 8.629/1993, art. 4º). É produtiva a propriedade que atinge, ao mesmo tempo, grau de utilização da terra de pelo menos 80% e grau de eficiência na exploração de pelo menos 100%, segundo índices oficiais (Lei 8.629/1993, art. 6º). A desapropriação para reforma agrária recai sobre o imóvel que descumpre a função social, que inclui aproveitamento adequado, preservação ambiental e respeito às relações de trabalho (Constituição Federal, arts. 184 e 186). Situação distinta é a expropriação sem indenização de imóveis com cultivo ilegal de plantas psicotrópicas ou trabalho escravo (art. 243).

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