O Código de Defesa do Consumidor trata separadamente o vício, que é o defeito que compromete o funcionamento ou o valor do bem, e o fato do produto, que é o dano causado por ele. Constatado o vício, o fornecedor tem prazo legal para sanar o problema. Não o resolvendo, abrem-se três alternativas ao consumidor: substituição do produto, devolução do valor pago com correção ou abatimento proporcional do preço.
A escolha entre elas cabe ao consumidor, e não ao vendedor. Em veículos usados adquiridos de loja ou garagem, aplica-se a mesma proteção, inclusive quanto ao vício oculto, aquele que só se manifesta com o uso e não era perceptível na compra.
Documentação e prova são decisivas: nota fiscal, anúncio, conversas com o vendedor, ordens de serviço, laudos de oficina e histórico do veículo. Em compras entre particulares, sem fornecedor profissional, a discussão migra para as regras civis de vícios redibitórios, com prazos e requisitos distintos.